sábado, 16 de setembro de 2017

Se eu posso fazer o bem, farei!

Paz do Senhor!

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Quero compartilhar uma experiência que tive no estágio.
Na sexta feira acompanhei um caso que mexeu muito comigo.
Uma mulher estava denunciando seu marido na policia, pois ele estava agredindo ela, na  quinta eles começaram uma discussão e na sexta ele a agrediu violentamente.
Ela foi fazer exame na medicina legal, e quando voltou com o atestado, a policial deu voz de prisão para ele.
Ela disse que ele ficaria detido, que ela poderia ir em casa e trazer algo para ele comer e na segunda vir levar o número do processo.
Depois a mulher começou a pedir para que a policial retirasse a queixa, porque ela não queria que ele ficasse preso, só que aconselhasse a não lhe bater mais.
Ela disse que ele não dá tudo que ela precisa, pois ele não tem emprego, faz trabalhos informais, mas pelo menos comida do dia ele consegue.
Eles tem uma criança de aproximadamente 2 anos. Ela contou a policial que não podia trazer comida pra ele, pois já tinha 3 dias que eles não comia nada.
Ele disse que agrediu porque estava bebado.
Sabe, meu coração doeu, em ver aquela criança, a mulher disse que a criança come na casa dos vizinhos.
Na mesma hora o espírito santo falou ao meu coração, se você pode fazer algo faça!
Eu tirei um valor e pedi a minha colega entregar a ela.
Duas realidades que tenho visto nestes dias de estágio na policia.
1º Que as mulheres moçambicanas, a maioria dos casos que atendemos, elas são agredidas e ao mesmo tempo não pode denunciar, pela lei aqui, o homem vai preso, e quem vai levar o sustento pra ela e para os filhos, onde a maioria dos lares tem mais de 4 filhos.
Elas preferem ficar sofrendo a violência, já que o homem traz alimento para elas e para os filhos. Não é bastante comida, que supra todas as necessidades, é a básica da básica.
2ª A maioria destas mulheres são analfabeas, não fazem nenhuma atividade a não ser cuidar da casa. Como estamos na cidade, não tem como fazer plantações.

Meu coração se encheu de esperança, orei muito a Deus, preciso tirar o projeto de artesanato do papel, único programa da Vinde que ainda não está funcionando.
Preciso de uma sala na Vinde para que eu possa começar o projeto.
Objetivo: Capacitar as mulheres a apender uma atividade artesã, para que elas podem produzir e ganhar um dinheiro, que possa trazer autonomia e auto estima.

Atividades:   
Corte e costura
crochê e tricô
Vassoura com material local
Material com palha e bambu
Reciclando latas e vidros.
Etc

Hoje só preciso de uma sala para que o projeto possa funcionar. Ferramentas temos, e pessoas para ensinar temos também.

Além delas aprenderem uma profissão, elas serão discipuladas e as atividades vão funcionar como uma psicoterapia.

Me ajude em oração!

Se você pode me ajudar na construção entre em contato:




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Projeto Njira

Projeto Njira
Objetivo: Acompanhar as meninas na idade de 11 a 18 anos, através de grupo de discipulado, ensinar a fazer artesanato com materiais locais, afim de dar oportunidade de ter uma renda para continuar a estudar. E conscientizar as meninas e seus familiares que o casamento prematuro não é a melhor opção para independência financeira dos pais. Estaremos combatendo o casmento prematuro, proliferação do HIV e motivando-as a uma carreira acadêmica. Njira é uma palavra em dialeto massena que significa caminhos.

Associação Comunitária Vinde

É uma associação sem fins lucrativos que visa o bem estar das crianças, atuamos na comunidade do Mandruzi - Dondo, onde estamos construindo nossa sede.

43% das crianças de 0-5 anos sofrem de desnutrição crónica.

53% da população bebe água de fontes melhoradas .

39% da população ainda pratica a fecalismo a céu aberto.

Moçambique tem a 8ª prevalência de HIV mais elevada do mundo.

Dois estudos mais recentes, que tiveram lugar em zonas seleccionadas do Centro e do Norte do país, confi rmam que o grau de aprendizagem é muito fraco.

Metade das crianças menores de 5 anos ainda não estão registadas, o que representa uma violação nítida de um dos mais básicos direitos humanos.

Moçambique tem uma das taxas de casamento prematuro (de menores de 18 anos) mais altas do mundo, violando um dos direitos de protecção mais fundamentais (e violando também a lei moçambicana).

http://sitan.unicef.org.mz/files/UNICEF_FULL_Situacao-das-Criancas-em-Mocambique_Portugues.pdf

E por isso e por outros motivos que estamos atuando em Moçambique, os dados nas zonas rurais são piores.
A nossa organização ainda contribuem com o governo no avanço de medidas preventivas para combater o HIV, malária e outras doenças prevenivéis.

Juntos somos mais forte!

Quer saber mais sobre a nossa organização?
Contato: matriju@hotmail.com

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