No dia 14 deste mês fomos visitar um local conhecido aqui na cidade da Beira como o local mais desprezado da cidade. O bairro é chamado de Munhava matope.
Um bairro com apenas uma escola primária, várias igrejas, com acesso ao porto, várias empresas e o lixão da cidade.

Todos da família devem ajudar, principalmente as crianças. Chegamos até o lixão, local bem isolado, e conseguimos ver algumas pessoas remexendo, a procura de algo que poderiam vender.
Depois fomos a casa da adjunta do secretário do bairro e ela nos relatou as dificuldades que a população passa, as empresas locais não os contratam, por falta de morador qualificados, os que alguns conseguem é descarregar as cargas dos caminhões, infelizmente não é fixo.
Muitos não conseguem continuar os estudos, por falta de recursos, as escolas públicas aqui não são 100% gratuita, acredito que isso aconteça por não ter escola para todos, então estuda apenas aqueles que tem um mínimo de condições.

Uma coisa que para mim é muito estranho, é que no Brasil "no lixo" tem coisas boas, as vezes eu passava e via tantas coisas que dava para ser reaproveitadas, agora aqui, lixo é lixo mesmo. Usamos até não prestar mais, e eu fiquei imaginando o que poderia ter no lixo para eles aproveitarem.
Tem a rua principal que é lama pura, porque choveu dias anteriores, mas a população disse que quando não chove é uma poeira terrível.
Uma lama tão preta e grudenta, misericórdia!
E como as casas é abaixo da rua principal, as casas são todas alagadas. Eles disseram que agora como estamos em tempo de chuva, só vai secar daqui a 4 meses aproximadamente. Muitos sofrem de diarréia e malária.
Os antigos dizem que Munhava significa "defeca aqui", muitos anos atrás a Munhava era uma grande vala a céu aberto onde as pessoas faziam suas necessidades.
Quando eu estava na faculdade, muitos falavam que a Munhava era um local onde viviam boas pessoas. Podemos comparar a munhava com as nossas favelas, eles levam os nossos estigmas.
Infelizmente vivemos numa sociedade onde somos caracterizados pelas nossas condições financeiras. Mas não quero falar sobre isso, relatei um pouco sobre o que vivi.
Quero falar sobre quanto vale a nossa vida? Quanto vale um ser humano?
Sabemos que a nossa sociedade atual não tem valorizado o ser humano, isso é fato, por diversas questões, na verdade o que me preocupa são nossos valores como cristão, como servos do Deus altíssimo!
E imediatamente veio em minha mente aquele diálogo entre Felipe e Natanael: 44 Ora, Felipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. 46 Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa bem vinda de Nazaré? Disse-lhe Felipe: Vem e vê. (João 1,40-46) Bíblia Almeida.
Adoro essa resposta.. Vem e vê.
Nós como cristãos, precisamos contribuir para uma sociedade que todos tenham oportunidade, mas infelizmente acabamos como as pessoas que não tem o amor de Cristo.
O que podemos fazer para promover a equidade?!
O que podemos fazer para melhorar a vida do nosso próximo, não com idéias socialistas, mas é fato que muitos não conseguem por falta de oportunidade.
Estamos aqui em Moçambique há 12 anos passaram por nós muitos moçambicanos que só precisavam de um impulso para melhorar de vida, mas encontramos também muitos aproveitadores. Como em qualquer lugar. Pense nisso!
Quanto e quem você pode ajudar? Você pode impulsionar alguém para melhorar de vida!
Patricia Teixeira
Contribuição para nosso ministério:
Agência 1526
C/C 41497-2
Marcos Soares Teixeira - CPF: 034.421.167-32
Banco do Brasil
Agência 0592-4
C/C 84974-0
Patricia Varella S. Teixeira - CPF: 082.893.927-61
Zap +258 847317405
Nos acompanhe pelas redes sociais
Facebook e Instagram